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O apanhador no campo de centeio, de J.D. Salinger

É Natal, e Holden Caulfield conseguiu ser expulso de mais uma escola. Com uns trocados da venda de uma máquina de escrever e portando seu indefectível boné vermelho de caçador, o jovem traça um plano incerto: tomar um trem para Nova York e vagar por três dias pela grande cidade, adiando a volta à casa dos pais até que eles recebam a notícia da expulsão por alguém da escola. Seus dias e noites serão marcados por encontros confusos, e ocasionalmente comoventes, com estranhos, brigas com os tipos mais desprezíveis, encontros com ex-namoradas, visitas à sua irmã Phoebe -- a única criatura neste mundo que parece entendê-lo -- e por dúvidas que irão consumi-lo durante sua estadia, entre elas uma questão recorrente: afinal, para onde vão os patos do Central Park no inverno? Acima de todos esses fatos, preocupações e pensamentos, paira a inimitável voz de Holden, o adolescente raivoso e idealista que quer desbancar o mundo dos "fajutos", num turbilhão quase sem fim de ressentimento, humor, frases lapidares, insegurança, bravatas e rebelião juvenil.

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O apanhador no campo de centeio, de J.D. Salinger, é considerado um marco na literatura do século XX. Publicado em 1951, quando o autor tinha 32 anos, o livro se destacou por retratar a adolescência de uma maneira diferente da vista até então. Salinger, por meio da narrativa de seu protagonista, foi capaz de captar todas as angústias, os anseios e as incertezas típicas dessa fase da vida em uma época em que isso não era comum.

Holden Caulfield, um adolescente de 16 anos, inicia sua história em um lugar para o qual foi "pra relaxar um tiquinho" e decide explicar ao leitor os acontecimentos que o levaram a essa situação. Assim, somos conduzidos por uma série de eventos em sua vida desde o momento em que foi expulso pela quarta vez de um colégio interno até o instante em que ele começa a narrativa. E é ao acompanhar o fim de semana de Holden pelas ruas da cidade de Nova York no início dos anos 1950 que o leitor, por meio das reflexões do personagem, é exposto aos temas centrais da obra de Salinger: o fim da infância, a perda da inocência e a transição para a vida adulta - e toda a avalanche de emoções conflitantes, convicções e contradições que surgem durante esse período de mudanças intensas.

Metas literárias para 2020: objetivos gerais e lista de livros


Objetivos gerais

  • Ler todos os livros da lista dos 12 livros para 2020;
  • Concluir o desafio do Goodreads;
  • Voltar a ler clássicos;
  • Ler mais livros de não ficção;
  • Ler mais livros do Stephen King;
  • Ler mais livros da Agatha Christie;
  • Ler um livro do John Green;
  • Ler mais livros de autores que amei conhecer nos anos anteriores;
  • Ler um livro que me intimida;
  • Ler o livro que está há mais tempo na minha estante: Misto Quente, de Charles Bukowski;
  • Ler o e-book que comprei há mais tempo e ainda não li: The Hate U Give, de Angie Thomas;
  • Usar mais o Book Jar;
  • Fazer releituras.

                                                                                                                                                                   

12 livros para 2020

Critérios para escolher: 6 livros físicos e 6 e-books; 3 livros físicos que escolhi na estante e 3 livros físicos que foram sorteados no book jar; 3 e-books que escolhi e 3 e-books que foram sorteados no Goodreads; todos os livros já foram comprados há pelo menos um mês.

  • livros físicos
  1. Dentes de dragão, de Michael Crichton (eu escolhi) ✔
  2. A casa dos macacos, de Sara Gruen (eu escolhi)
  3. No ar rarefeito, de Jon Krakauer (eu escolhi)
  4. Ratos e homens, de John Steinbeck (book jar)
  5. Extraordinário, de R.J. Palacio (book jar)
  6. Formas de voltar para casa, de Alejandro Zambra (book jar)

  • e-books
  1. Livre, de Cheryl Strayed (eu escolhi)
  2. Belgravia, de Julian Felowes (eu escolhi)
  3. Pequenos incêndios por toda parte, de Celeste Ng (eu escolhi)
  4. The Female of the Species, de Mindy McGinnis (Goodreads)
  5. Carry On, de Rainbow Rowell (Goodreads)
  6. Hibisco Roxo, de Chimamanda Ngozi Adichie (Goodreads)
                                                                                                                                                                 

Metas adicionais


  • Reler a série Harry Potter
  • Ler pelo menos um livro para cada projeto de leitura para a vida (lista dos projetos em andamento)
  • Concluir uma série que a leitura já está em andamento

O Mágico de Oz, de L. Frank Baum

"Quando estava na metade do caminho, ouviu-se um grito fortíssimo do vento e a casa sacudiu com tanta força que Dorothy perdeu o equilíbrio e caiu sentada no chão. E então uma coisa muito estranha aconteceu. A casa rodopiou duas ou três vezes e começou a levantar voo devagar, Dorothy teve a sensação de que subia no ar a bordo de um balão."
Um ciclone atinge a casa onde Dorothy vive com os tios e ela e seu cachorro Totó são levados pela ventania e param na Terra de Oz. Por lá, Dorothy faz novos amigos - o Espantalho, o Lenhador de Lata e o Leão Covarde -, encara perigos, vive histórias fantásticas e precisa enfrentar seus próprios medos. Depois de tantas aventuras, a menina descobre que seus Sapatos de Prata têm poderes mágicos e podem levá-la para qualquer parte. Mas não existe melhor lugar no mundo do que a própria casa.


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Publicado em 1900, O Mágico de Oz é o primeiro livro em uma série com mais de quarenta a trazer as aventuras vividas na fantástica terra de Oz. Aqui conhecemos a garotinha Dorothy Gale que, após a passagem de um ciclone pelo Kansas, é transportada junto com sua casa e seu cãozinho Totó para Oz. Mais precisamente, para o país dos Munchkins. 

Sua chegada abrupta acabou por libertar esse povo do domínio da Bruxa Má do Leste e, agradecidos, os Munchkins enxergam em Dorothty uma amiga. Na ocasião, a menina também conhece uma bruxa boa, que lhe explica que não pode lhe ajudar a voltar para casa, mas que talvez o Grande Mágico de Oz possa resolver o problema. Assim, Dorothy parte com Totó na direção da Cidade das Esmeraldas. Em sua jornada, ela irá conhecer o Espantalho, o Lenhador de Lata e o Leão Covarde. Juntos, eles lutarão contra inimigos, enfrentarão obstáculos e, claro, irão viver muitas aventuras.

A Noiva Fantasma, de Yangsze Choo

Quando li A Noiva Fantasma pela primeira vez, em 2015, lembro de não ter gostado e de ter me sentido enganada de alguma forma. Depois de um tempo, percebi que isso tinha acontecido porque criei expectativas - coisa que tento não fazer, mas que nem sempre consigo evitar. Contudo, não posso ignorar o papel desempenhado pela divulgação da editora durante a minha primeira leitura e, consequentemente, primeira impressão da experiência. Tudo me levou a crer que encontraria um livro mais sombrio, algo bem distante da fantasia YA que o livro realmente é.

Uma vez que superei a experiência frustrante, comecei a sentir vontade de reler, pois algo me dizua que poderia aproveitar melhor já sabendo como seria a história. Agora que realizei a releitura, digo que estava certa na suposição, pois a segunda experiência com o livro foi completamente diferente, principalmente da metade para a frente, já que não lembrava de nada além do final.

Sobre a narrativa, dá para dizer que a autora fez um bom trabalho ao envolver o leitor na atmosfera da história. Tudo é muito fluído, com um ritmo que mantém o leitor envolvido do início ao fim e torna a leitura bastante imersiva. Dessa vez, em nenhum momento senti que a leitura estava se arrastando.